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BMW individual

 

Quando nos dizem que um automóvel exclusivo como o BMW 635d Cabrio recebeu um 'reforço' de quase 30 mil euros de equipamento, começamos por achar que se trata de uma extravagância. Mas nada de conclusões precipitadas: afinal, os automóveis especiais são comprados por pessoas cujo patamar de exigências está 'alguns' furos acima daquilo que é comum. É essa a aposta da BMW Individual, o departamento da marca alemã que se dedica, exclusivamente, a apurar aquilo que já é bom, seja a pedido dos clientes, ou propondo soluções invariavelmente apelativas.

 

 

Haja dinheiro e tudo se faz parece ser o desafio que os técnicos da BMW Individual lançam a si mesmos, deitando mão aos materiais mais sofisticados e às soluções tecnológicas mais avançadas Percebe-se isso mesmo no BMW 635d que imediatamente dá nas vistas. Por causa da elegância da linhas mas, também, porque recorre a uma pintura exclusiva cuja tonalidade varia consoante o ângulo de incidência do sol. Para além da pintura (que custa mais 1129 euros) também as jantes de 19 polegadas ajudam na imagem exterior deste 635d Cabrio.



Mas as aparências não bastam e isso percebe-se logo que abrimos as portas, dando imediatamente nas vistas o interior totalmente revestido a couro de grande qualidade (nada menos do que 7100 euros), bem como os bancos mais envolventes (algo duros em excesso), o volante da Motorsport, o forro da capota e as aplicações em madeira lacada no tablier (860 euros). O conjunto pode começar por parecer algo ostensivo  mas não restam dúvidas de que a exclusividade e, sobretudo, o requinte da pele dão um toque mesmo muito especial.

 

Os clientes mais exigentes vão apreciar. Em especial aqueles que privilegiam o requinte, uma vez que, do ponto de vista dinâmico, a evolução não é significativa e o recurso ao chassis desportivo (mais 5560 euros), com molas mais duras, prejudica mais o conforto (prioridade número um num automóvel como este) do que potencia o comportamento. É verdade que a maior firmeza da suspensão tem o mérito de tornar menos notado o elevado peso da frente que, em condução rápida, torna mais evidente o arrastamento do eixo dianteiro e a dificuldade de inserção em curva, mas julgamos que o conforto sai claramente a perder, tanto mais que a troca por jantes de 19 polegadas também não ajuda. Já a nobreza e o elevado rendimento (286 CV e 580 Nm ) do motor de três litros e seis cilindros em linha permitem um toque de desportividade a qualquer momento.

 

Por nós prescindiríamos, então, de bom grado, do pacote desportivo. Tendo em conta que este é um cabrio para ser apreciado sem sobressaltos, por quem gosta do requinte e investiu, sobretudo, com vista a potenciar essa característica.

 

Texto: Júlio Santos/ Fotografia: José Bispo

 

 

In turbo.sapo.pt